Literatura de cordel – Exemplos, Resumo

Literatura de cordel tradição cultural brasileira

A Literatura de Cordel, são pequenos livretos impressos em papel barato e por mais de um século são lidos pelo povo do Nordeste do Brasil.

O nome cordel veio do fato de que esses livretos eram colocados em exposição pendurados em cordas. O tamanho dos livretos de literatura de cordel era de cerca de 16×10 centímetros, e têm tipicamente entre, 8, 16 ou 32 páginas.

Eles são sempre escritos em verso, e empregam basicamente a sextilha (seis linhas, com rimas) e a décima (dez linhas, com vários padrões de rima). Ambos os tipos de estrofe são de origem ibérica, e a sextilha é, de longe, a mais freqüente. Cada página de um folheto pode conter tanto cinco sextilhas, quanto três décimas. Quanto aos versos, os mais comuns são aqueles com sete ou dez sílabas.

O cordel é claramente um tipo oral de literatura, os folhetos são apenas um meio de gravar e transmitir o texto. O vendedor ou folheteiro deve supostamente cantar em voz alta os versículos aos seus clientes: muitas vezes o mesmo indivíduo escreve, impressões, canta e vende o folheto.

A literatura de cordel é cultivada entre as pessoas de classe baixa, a maioria deles vivendo em fazendas ou pequenos povoados, assim, o uso tradicional é que alguém compre o cordel e, depois leia em voz alta para os outros.

Existe literatura de cordel a respeito de quase tudo. Elas podem ser jornalística, narrando e fazendo comentários sobre fatos atuais. Podem também contar a vida de um santo ou as aventuras do cangaceiros; histórias sobre caubóis e gado; histórias sobre a vida difícil nas grandes cidades. As rimas do cordel podem ser de satírira, moralista ou pornográfico. Eles às vezes recontam contos tradicionais, e há também uma grande quantidade de contos de fantasia.

Um dos poetas da literatura de cordel que fez mais sucesso até hoje foi Leandro Gomes de Barros (1865-1918). Acredita-se que ele tenha escrito mais de mil folhetos. Mais recentes, podemos citar os poetas José Alves Sobrinho, Homero do Rego Barros, Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva), Téo Azevedo. Zé Melancia, Zé Vicente, José Pacheco da Rosa, Gonçalo Ferreira da Silva, Chico Traíra, João de Cristo Rei e Ignácio da Catingueira.

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